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- O limite real de um homem termina quando começa a sua imaginação.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O sol me aquece e a Lua me enlouqueçe.
No céu de estrelas brilhantes e nuvens farçantes me deparo com o infinito imenso e profundo dos mistério de amores e dores com cores se esvaindo, pelas margens do foco desnudo dos olhares perdidos que se encontram pelos ares, são constelações todas aquelas estrelas que se reúnem ao fim do dia para celebrar que hoje aqui e em mais alguns dias eu sem ela ficaria a lamentar e adimirar o que se pode dizer de luz. A lua, sempre misteriosa que eu tanto amei e amo, que eu tanto sonhei e sonho, que eu tanto chorei e choro, imploro, clamo, interrogo, busco, encontro, me perco, e esqueço! Oh, luar que me paraliza e me petrifica como diamante, que me desmaterializa como um ser amante de rosas e aromas, como um ser calante de horrores pensamentos de condenações. Sabe lá se o Sol lembraria da minha alegria? Ah sim...! o sol; que tanto me eterniza com os seus raios de calor, que me afasta da dor, que me da o prazer, que me entrega sem querer e me busca para viver e me faz sustentar o querer de trair o Luar, o Sol e a Lua, que tantos extremos opostos que me ofegam de tanto eludicar o meu pensar, de tanto tentar elevar cada um ao seu lugar que nunca será tomado nem trocado por outras luzes, a lua que precisa do sol e o sol que precisa da luz, pois mesmo sendo enérgico sabe ele que sem Luar o sol será apenas o Sol e que não haveria noite e eu ficaria só e triste sem a moderada indecisão: Sou do Luar ou sou do Sol?
>> Alysson Vinicius
A vida sempre parece uma constante.
A igualdade é relativa, pois a meu ver eu estou sempre entre o meio das infinitas decisões que não consigo tomar; estranho às vezes pareço não ser eu. Tudo seria uma confusão da mente ou coisa parecida? Às vezes me sinto estacionado no tempo... O que é o tempo?
Não adiantaria defini-lo em conceito eu sei o que é o tempo, o que eu não consigo entender é como ele passa tão imperceptível e tão brusco ao mesmo tempo. Verdade eu acho que estacionei no tempo. São tantas duvidadas e situações que nem eu mesmo consigo ao menos se quer encontrar uma ligação entre um estremo e outro. Quais são os pólos da vida? Onde está o resto do caminho? Destruíram a ponte!
Eu fico tão confuso com tanta coisa que acabo escrevendo e nem ao menos consigo expressar o que de fato quero escrever, mais eu sei que eu escrevo e sou compreendido pelo o meu “eu” e sei também que não posso esperar que todos me entendam porque eu sei que eles podem não me compreender. De fato sei que posso sim mudar esse destino, posso voltar um pouco o caminho e construir a minha própria ponte para poder seguir e que sirva de passagem para as outras pessoas; não sei construir uma ponte! Pode ser que ela quebre e caiam todos no buraco. Mais para que isso não aconteça eu irei primeiro, não sei se é fundo o buraco, mais se eu cair... Não haverá preocupação e nem algum tipo de ressentimento talvez quem sabe, eu não faça como Alice? Coitada emergiu pra dentro de um fundo buraco e voltou com suas próprias soluções da vida. Precisou haver feridas para que ela mesma a compreendesse, que bom pelo menos foi ela mesmo quem se ajudou. Talvez eu nem construa mesmo uma ponte, e me atire de cabeça logo nesse buraco e resolva de uma vez por todas o que tenho pra resolver. Busquei em dezenove anos uma tediosa forma de construir a minha humilde personalidade e não deixarei que ninguém acabe com ela, pois a forma praticada e vivida por mim pertence ao meu amanhã e eu sei e tenho a consciência de que a vida é muito para se tornar insignificante e pretendo ir longe e mais além para mudar e assumir o meu controle, sou o meu próprio amor, o meu próprio desejo e encontrarei nessa vida a maneira certa de agir. E estou procurando apesar de não parecer, sei que a mente de um verdadeiro gênio nunca para! De tanto tentar em não desistir dos meus sonhos descobri que eu estava esquecendo-me de sonhar, mais mesmo assim lembrava meus sonhos que nunca existiram e senti a firmeza do que a entre todas as coisas. Espero poder escrever mais, sonho em fazer uma historia de mim. Possa ser que saia algo bom ou não, mais eu nunca vou descobrir se eu não tentar. Estranho, parece que escrevo como se soubesse que alguém poderia ler e conhecer mais ao fundo o que se passa em minha mente. Pode ser que leiam ou não, mais o bom de tudo é que escrevendo eu consigo contar para o meu “eu” exterior o que anda acontecendo aqui dentro nesse lugar escuro e com pouca luz, vamos! Acorde, está na hora de brilhar. Brilhe para impressionar não para ofuscar as outras luzes, a simplicidade é um dos pólos da vida, cabe a você escolher qual outro. Confuso! Eu escrevo para mim e para alguém, colocar o texto todo em terceira pessoa... Quem sabe em primeira? Pouco importa, a verdade é que eu apesar de tudo consigo entender o meu olhar. E então, eles te dizem algo?
Levo sempre o mesmo tempo para te querer.
Quando passeio pelas palavras, encontro no céu a porta de saída para os delírios dos sentimentos encravados em meu peito. Quantos momentos vivemos e esquecemos de nos batizar de amor, de carinho, de paz, de luz, sim; não posso pausar o tempo pra viver você mais posso acalmar-te com o sobro do meu “te querer bem” e posso prender-te com a força do meu ego, que neste instante grita desesperadamente esperando que alguém escute, esperando que esse alguém seja você. Que escute não o que eu quero dizer, e nem talvez o que eu estou dizendo, mas eu espero que me escute. Os meus demasiados pensamentos entupidos de magoas passageiras geram em mim um impetuoso colapso de sensações, que mesmo me sendo um incomodo poria para fora de maneira educada e sutil e transformaria ao foco da lua, tudo em apenas AMOR. Olhe em meus olhos, viaje em si mesmo, quantas vezes deixamos de amar para sofrer em vão? Quantas vezes deixamos nos levar por pensamentos tolos que não resulta em coisa alguma ou que até mesmo atrapalha, afasta, dissolve, engole, desgasta o que já lutamos há muito tempo para tentar não sentir, mais que na verdade são os principais focos de uma eternidade de vida nunca vivida antes nem mesmo pelos malditos querubins da inveja, cobiça, ira, gula, preguiça e a luxuria; sim, pois eu me pergunto: - É questão de vaidade nossa? Pois não ah o que criticar todo ser humano briga para acasalar, todo ser racional leva em si tatuado uma forma de amar rotulada por amor; engraçado parecemos moda. Peça de arte barroca ou talvez surrealista, se bem que antes mesmo eu fosse um quadro de Dali quem sabe assim seria mais correto ou senão, menos complicado para entender. Seria eu um ser complicado? Não sei, não tenho todas as respostas, mas não é possível que em todos os encontros de Romeu e Julieta o sapo que aqui está, fique sem ao menos uma princesa ou gata borralheira, ou branca de neve, ou mulher de barba, ou até mesmo a madrasta na qual envenenou a própria enteada com uma maçã, me deixaria comer da maçã? Preferiria assistir de camarote a minha morte do que ao menos, me ter em seus braços? Não a solidão maior que me possa ter, não ah sofrer mais impiedoso que me possa encontrar, não ah ser mais poderoso que possa me prender ou fissurar, encantar, fascinar ou diria, enfeitiçar; vem comigo, mostra para mim as ruas e avenidas do seu corpo, faça com que me perca entre os seus olhos e os seus olhares, a sua boca e os seus beijos, seus leitos e intenções. Não tente me entender. Apenas me ame!