Quando passeio pelas palavras, encontro no céu a porta de saída para os delírios dos sentimentos encravados em meu peito. Quantos momentos vivemos e esquecemos de nos batizar de amor, de carinho, de paz, de luz, sim; não posso pausar o tempo pra viver você mais posso acalmar-te com o sobro do meu “te querer bem” e posso prender-te com a força do meu ego, que neste instante grita desesperadamente esperando que alguém escute, esperando que esse alguém seja você. Que escute não o que eu quero dizer, e nem talvez o que eu estou dizendo, mas eu espero que me escute. Os meus demasiados pensamentos entupidos de magoas passageiras geram em mim um impetuoso colapso de sensações, que mesmo me sendo um incomodo poria para fora de maneira educada e sutil e transformaria ao foco da lua, tudo em apenas AMOR. Olhe em meus olhos, viaje em si mesmo, quantas vezes deixamos de amar para sofrer em vão? Quantas vezes deixamos nos levar por pensamentos tolos que não resulta em coisa alguma ou que até mesmo atrapalha, afasta, dissolve, engole, desgasta o que já lutamos há muito tempo para tentar não sentir, mais que na verdade são os principais focos de uma eternidade de vida nunca vivida antes nem mesmo pelos malditos querubins da inveja, cobiça, ira, gula, preguiça e a luxuria; sim, pois eu me pergunto: - É questão de vaidade nossa? Pois não ah o que criticar todo ser humano briga para acasalar, todo ser racional leva em si tatuado uma forma de amar rotulada por amor; engraçado parecemos moda. Peça de arte barroca ou talvez surrealista, se bem que antes mesmo eu fosse um quadro de Dali quem sabe assim seria mais correto ou senão, menos complicado para entender. Seria eu um ser complicado? Não sei, não tenho todas as respostas, mas não é possível que em todos os encontros de Romeu e Julieta o sapo que aqui está, fique sem ao menos uma princesa ou gata borralheira, ou branca de neve, ou mulher de barba, ou até mesmo a madrasta na qual envenenou a própria enteada com uma maçã, me deixaria comer da maçã? Preferiria assistir de camarote a minha morte do que ao menos, me ter em seus braços? Não a solidão maior que me possa ter, não ah sofrer mais impiedoso que me possa encontrar, não ah ser mais poderoso que possa me prender ou fissurar, encantar, fascinar ou diria, enfeitiçar; vem comigo, mostra para mim as ruas e avenidas do seu corpo, faça com que me perca entre os seus olhos e os seus olhares, a sua boca e os seus beijos, seus leitos e intenções. Não tente me entender. Apenas me ame!
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